Hoje:17 June, 2024

Um cemitério que investe em Marketing digital

Quero ser enterrado aqui” é a frase estampada no campo de avaliações do Facebook da página do Cemitério Jardim da Ressurreição de Teresina, Piauí. É assim que é resumido o que seus fãs sentem pelo local na rede social. A Fan Page tem mais de 50 avaliações no Facebook e a grande maioria é muito positiva, dando a nota de 4,9 de 5 estrelas. 
Vamos entender um pouco de como eles fazem tanto sucesso?
O Jardim da Ressurreição aposta no humor para engajar e atrair seu consumidor de conteúdos, a princípio a ideia pode parecer assustadora, afinal não é o tipo de negócio que uma pessoa pense “Opa! Vou comprar um terreninho no cemitério.”
Mas, se você acha que não existe todo um planejamento de marketing por traz de tudo isso, engana-se!
Em uma entrevista com Eudes Jr., diretor da CJFlash, agência piauiense responsável pela comunicação do local. Ele explica que tudo começou como um case experimental. A ideia principal era aumentar a quantidade de seguidores e engajamento utilizando conteúdo.
“Comparamos os resultados dos posts institucionais com os mais descontraídos. Já que o assunto cemitério não desperta interesse em ninguém, o humor seria uma forma de desmistificar o tema e despertar interesse na página. Inicialmente os posts eram variados e fazendo a análise resolvemos seguir a linha do que tinha um feed mais positivo”

Post de homenagem ao dia do amigo
Questionado se não há medo de magoar alguém que perdeu um ente querido que descansa no cemitério, Eudes assume que existe o risco. “No entanto, entendemos que a presença do Jardim na internet não pode retratar o mesmo sentimento do “mundo” real (tristeza, dor…), a linguagem adotada para outras mídias convencionais é bem tradicional e segue a linha de um cemitério. 
Também muitos dos clientes reais do Jardim não são atingidos pelas redes sociais, até o momento não recebemos nenhuma queixa de desrespeito direto de um cliente. Acreditamos que não iremos”, afirma.
Post sobre escolhas, “Você pode ser o que quiser”
Mas aí vem a pergunta clássica de qualquer cliente: dá resultado? Será que, por exemplo, a venda de jazigos aumentou com os posts engraçados? Segundo Eudes, a repercussão aconteceu primeiro em outros estados e depois “voltou” para o Piauí. O cemitério crê em resultados futuros. “É muito difícil você converter qualquer mídia em venda de jazigos, pois ninguém tem desejo de ter um”, explica. “Ainda existe a cultura de deixar sempre apenas para quando precisar. Mas acreditamos estar fortalecendo a marca e quando houver a necessidade provavelmente seremos lembrados”, completa o diretor.
A relação com o cliente é madura. Atualmente, a maioria das peças são apresentadas apenas para a direção da agência e já são postadas, algo salutar nas mídias sociais, um meio em que a maioria dos assuntos é efêmera.
Segundo Eudes, a famosa “zoeira” é parte fundamental da estratégia. “Muita gente ainda não aceitou isso. Um mundo com mais risos é melhor”, afirma. Para o diretor, assimilar humor ao produto é muito benéfico, causa uma boa lembrança.
Apesar do despojamento, marketing digital não sai de graça e gerir uma página no Facebook demanda profissionais competentes. Um marketing digital eficiente, analisa Eudes, necessita de profissionais estratégicos (a agência), além do envolvimento do cliente e colaboradores.
Há outros “cases” que informam com humor nas mídias sociais. Tais estratégias dividem opiniões. Há críticas e defensores.
E você, o que acha? Deixe seu comentário. 

Bacharel em Administração com especialização em Marketing e Publicidade. Publicitário, Viciado em Café e Apaixonado por Marketing Digital ♥

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