Netflix e Kondzilla: um outro contexto

“O Pancadão venceu!”. Foi dessa maneira que, nas redes sociais, a Netflix anunciou que o produtor Konrad Dantas – o Kondzilla – dono do maior canal do youtube no Brasil, é seu novo parceiro da Netflix. Nesta segunda-feira, 12, a plataforma de streaming comunicou o projeto de uma nova série nacional que terá Kondzilla como coprodutor.

E como tudo que o produtor lança, faz sucesso, a plataforma resolveu dar o ar da graça e fazer parceria com um dos maiores produtores musicais que este país já viu. Não é novidade para nenhum de nós, saiu no canal de Kondzilla, estourou, só vai ficar a pulga atrás da orelha mesmo, para sabermos se vai ter Yuri Martins para ser “Boom, mais uma que explodiu”.

O canal do Kondzilla hoje conta com mais de 29 milhões de inscritos e já havia superado as views da Galinha Pintadinha em abril do ano passado, com 5,5 milhões da mesma. Desde então, não vimos o cara descer seu patamar ainda, só subir, e à um topo que está muito longe de terminar. Pesquisas ainda apontam que a cada segundo 784 pessoas clicam em um clipe do canal do Kondzilla. Um dos seus grandes sucessos nos anos interiores foi a música “Deu Onda” – Mc G15 que hoje conta com mais de 333 milhões de visualizações. Hits como “Vai Embrazando” e “Deixa o grave bater” alcançaram visualizações históricas para os padrões brasileiros.

Já era visto que Kondzilla não sossegaria, pois enfim, o mesmo é um empreendedor nato, que começou do zero e conquistou cada batalha vencida por merecimento, o mesmo ultrapassou a um tempo atrás o Youtube Windersson Nunes, em uma conversa amena, e que não poderia deixar de ser engraçada, rsrs. No começo deste mês, o produtor também alcançou a terceira posição no ranking dos maiores canais do mundo na plataforma de vídeo.

 

A criação da série “Sintonia”, é idealizada e dirigida pelo empresário Konrad Cunha Dantas, o KondZilla e segundo a plataforma de streaming, a produção chegará ao catálogo apenas em 2019. Inicialmente com oito episódios, a série será narrada sob a perspectiva de três personagens diferentes, “explorando a interconexão da música, tráfico de drogas e religião em São Paulo”. Confere um pouco da história:

“Doni, Nando e Rita cresceram juntos na mesma favela, onde foram influenciados pelo fascínio do funk, das drogas e da igreja. Cada um deles transforma suas experiências de infância em caminhos muito divergentes. Apesar de tentarem fazer uma vida diferenciada de onde cresceram, finalmente percebem que as únicas pessoas que podem salvá-las de si mesmos … são eles próprios”.]

A divulgação da nova parceria já viralizou nas redes sociais. No Facebook da Netflix a publicação alcançou, em uma hora, 32 mil curtidas, 8 mil compartilhamentos e 455 mil visualizações. Porque galera, vamos confessar, não tem como não ser uma parceria de sucesso. Mas ressalvo, vamos tomar cuidado com as expectativas, quando a fazemos muito grande, vamos com muita sede ao pote, e podemos julgar de forma errada o que vem por aí.

Como nem tudo são flores, assim como elogios, a plataforma de streaming também sofreu alguns ataques dos famosos haters, ou simplesmente de pessoas que não ficaram tão felizes com a parceria. A internet não perdoa:

Vale ressaltar que isso é um passo muito importante não só para o funk brasileiro, mas principalmente para o nosso prórprio país em si. A Netflix é uma plataforma MUNDIAl, e nós, gostando ou não, fazemos parte da cultura do funk. Infelizmente, muitas músicas da atualidade ofendem e denigrem imagens, mas, precisamos confessar que o rítmo musical quando entra na nossa cabeça, não sai.

O funk, basicamente ligado ao público jovem, tornou-se um dos maiores fenômenos de massa do Brasil. Na década de 1980, o antropólogo Hermano Vianna foi o primeiro cientista social a abordá-lo como objeto de estudo, em sua dissertação de mestrado que daria origem ao livro O Mundo Funk Carioca. Precisamos admitir, o rítmo FUNK é cultura, sim! E KOndzilla está fazendo história a partir disso.

“Lucro o que der pra lucrar. Se não der, beleza. Ninguém sabe das noites que eu chorei porque não tinha dinheiro para pagar quando o financeiro vinha com a fatura. Essa história ninguém sabe, ninguém vai falar. Como a gente veio do nada, tudo que pintar de coisa boa é diferente. Começar do zero é fácil. E começar do menos cem? Meu sobrenome não é italiano. Eu sou negro, sou da favela.” Kondzilla.

É com estas palavras que finalizamos este texto. Nada é tão difícil quanto parece ser, e nós precisamos levar o melhor dessa parceria (além de uma série FODA que vem por aí) , que é enquanto temos SONHOS, nós podemos realizá-los!

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